Mês: março 2026

Saneamento orientado por dados O saneamento brasileiro atravessa um momento decisivo. Com o avanço do Marco Legal do Saneamento e a expansão das concessões e parcerias público-privadas, o setor passou a receber um volume de investimentos que não era observado há décadas. Bilhões de reais estão sendo direcionados para a ampliação de redes, construção de estações de tratamento e aumento da capacidade de abastecimento. Esse movimento é essencial para o cumprimento das metas de universalização estabelecidas para os próximos anos. No entanto, existe uma questão crítica que ainda recebe pouca atenção. Antes de expandir a infraestrutura, estamos operando bem aquilo que já existe? O custo invisível das perdas O Brasil ainda convive com níveis elevados de perdas de…

Por que sistemas, sozinhos, não transformam a gestão no saneamento No setor de saneamento, dados nunca foram o problema. A adoção de novas tecnologias no setor de saneamento avançou de forma significativa nos últimos anos. Sensores, telemetria, plataformas digitais, dashboards analíticos e soluções baseadas em dados já fazem parte da rotina de muitas organizações. Ainda assim, os resultados esperados nem sempre se concretizam. Indicadores continuam sendo questionados.Decisões seguem cercadas de incerteza.Problemas estruturais persistem. A razão é menos tecnológica do que parece. Tecnologia, isoladamente, não transforma a gestão. Sem engenharia por trás, ela apenas executa processos, não estrutura decisões. O equívoco da maturidade tecnológica É comum associar modernização à implantação de sistemas mais robustos. A organização amplia a coleta…