Reduzir perdas sem método é só torcer pelo resultado
Reduzir perdas de água é um objetivo amplamente compartilhado no saneamento. O que não é tão comum é conseguir explicar, com clareza, por que elas caíram ou por que não.
Quando a redução de perdas não é tratada como um processo estruturado de gestão, ela deixa de ser decisão e passa a ser tentativa. Ações são executadas, investimentos são feitos e escolhas são tomadas sem total clareza sobre causas, prioridades e impactos. Quando o resultado aparece, é difícil explicá-lo. Quando não aparece, não se sabe exatamente onde corrigir.
Nesse cenário, reduzir perdas deixa de ser gestão e passa a ser aposta.
O limite das ações isoladas
Setorização, troca de hidrômetros, campanhas comerciais. As iniciativas são conhecidas e, em muitos casos, necessárias. O problema surge quando elas acontecem sem conexão entre si.
Sem um diagnóstico consistente e critérios claros de priorização, não há garantia de que os esforços estão direcionados para onde o impacto é maior. O resultado costuma ser investimento elevado, retorno limitado e dificuldade de sustentar ganhos ao longo do tempo especialmente em cenários de troca de equipe ou de gestão.
Método como proteção da decisão
Método não é burocracia. É o que transforma dados dispersos em informação confiável e informação em decisão.
Uma gestão de perdas orientada por método permite comparar períodos, avaliar impactos e ajustar estratégias de forma contínua. Mais do que melhorar indicadores, o método protege o gestor: dá previsibilidade, reduz disputas interpretativas e cria legitimidade técnica diante de reguladores, conselhos e financiadores.
Sem método, cada número gera debate.
Com método, o número gera decisão.
Quando tecnologia vira governança
Para que o método funcione de forma consistente, ele precisa de estrutura. Dados integrados, regras claras e resultados rastreáveis.
Quando o método depende apenas de planilhas e esforço manual, ele é frágil. Quando é sustentado por uma plataforma, ele se transforma em governança.
É nesse contexto que o BALANCE se torna estratégico. Ao estruturar o balanço hídrico de forma contínua, integrar informações operacionais e comerciais e aplicar critérios consistentes de consolidação, o BALANCE viabiliza uma gestão de perdas baseada em método não em tentativa.
A plataforma não substitui a decisão. Ela sustenta decisões melhores, repetíveis e explicáveis ao longo do tempo.
Conclusão
Reduzir perdas sem método é torcer pelo resultado. Pode funcionar pontualmente, mas dificilmente se sustenta.
Em um ambiente regulatório mais exigente, o diferencial não está na intenção de reduzir perdas, mas na capacidade de explicar, sustentar e repetir resultados.
Essa é a diferença entre esforço e gestão.am com seriedade, responsabilidade pública e foco no cidadão.
Mas sustentar tecnicamente cada decisão é essencial.