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Clareza deixou de ser diferencial. Tornou-se exigência regulatória. No setor de saneamento, dados nunca foram o problema. Leituras operacionais, cadastros comerciais, históricos de produção, medições de consumo, registros de manutenção. As organizações acumulam informações há anos — em volumes crescentes e com níveis cada vez maiores de detalhamento. Ainda assim, decisões seguem sendo tomadas com incerteza. Indicadores geram debates intermináveis. Números são questionados. Relatórios coexistem com interpretações conflitantes. O paradoxo é evidente: dados existem em abundância, mas clareza ainda é escassa. Quando dados não viram entendimento Ter dados não significa compreendê-los. Em muitas organizações, a informação está fragmentada em sistemas distintos, atualizada em ritmos diferentes e consolidada com critérios pouco padronizados. Cada área trabalha com suas próprias regras.…

Reduzir perdas de água é um objetivo amplamente compartilhado no saneamento. O que não é tão comum é conseguir explicar, com clareza, por que elas caíram ou por que não. Quando a redução de perdas não é tratada como um processo estruturado de gestão, ela deixa de ser decisão e passa a ser tentativa. Ações são executadas, investimentos são feitos e escolhas são tomadas sem total clareza sobre causas, prioridades e impactos. Quando o resultado aparece, é difícil explicá-lo. Quando não aparece, não se sabe exatamente onde corrigir. Nesse cenário, reduzir perdas deixa de ser gestão e passa a ser aposta. O limite das ações isoladas Setorização, troca de hidrômetros, campanhas comerciais. As iniciativas são conhecidas e, em…

A conquista do Selo de Qualidade e Eficiência Acertar – Categoria A pela Cesama reforça um ponto essencial: resultados de excelência são alcançados quando tecnologia, processos e pessoas trabalham de forma integrada. Para a Linedata, é um orgulho fazer parte dessa história, oferecendo as soluções de gestão que apoiam a companhia em seu compromisso com transparência, confiabilidade e eficiência operacional. O selo, concedido pela Arisb-MG, reconhece a exatidão e a governança das informações enviadas ao Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SINISA). Para chegar à pontuação de 2,97 de um total de 3 pontos, a Cesama passou por auditorias rigorosas que avaliaram desde os procedimentos internos até a capacidade de rastreabilidade e integridade dos dados, considerando a utilização…

A publicação da Resolução ANA nº 275/2025, que estabelece novas diretrizes para a gestão de perdas no saneamento, representa uma mudança estrutural no setor. Não porque introduz apenas metas ou indicadores adicionais, mas porque redefine o que sustenta a tomada de decisão: dados confiáveis, metodologia clara e rastreabilidade completa. Durante muitos anos, a gestão de perdas foi tratada como um resultado final. Um número consolidado, apurado periodicamente, que pouco revelava sobre os critérios utilizados, as decisões tomadas ao longo do caminho ou os riscos assumidos. Com a nova norma, essa lógica se altera de forma significativa. A régua sobe. E o diferencial competitivo deixa de ser apenas “reduzir perdas” para se tornar a capacidade de explicar, sustentar e…

Por Leandro Moreira – CCO Linedata Quando se fala em plataformas digitais, é comum imaginar que tudo começa na tecnologia. Algoritmos, infraestrutura, automação e dashboards costumam ocupar o centro da narrativa. No entanto, no caso do Linedata Balance, a tecnologia é consequência,  não o ponto de partida. O Balance nasce da vivência prática de engenheiros que estão há anos inseridos no mercado de saneamento, convivendo diariamente com os desafios reais das companhias. Profissionais que já estiveram dentro das operações, que enfrentaram dados incompletos, sistemas desconectados, prazos regulatórios apertados e decisões complexas que precisavam ser tomadas mesmo com cenários imperfeitos. Essa experiência acumulada molda a essência do Balance. Engenharia que já viveu o problema antes de propor a solução…

A regulação do saneamento mudou de patamar. Com o SINISA e a ANA exigindo dados mais padronizados, auditáveis e consistentes, as companhias precisam muito mais do que apenas “cumprir prazos”. Precisam provar método, rastreabilidade e maturidade institucional. O problema é que os dados seguem dispersos entre telemetria, GIS, comercial, operação, energia e finanças, cada área falando uma “língua própria”. Isso gera divergências, retrabalho e insegurança justamente no momento em que a transparência se tornou crucial. O desafio hoje Tudo isso faz com que o processo regulatório vire um gargalo — quando deveria ser um motor de decisões. Balance: o núcleo da governança regulatória moderna O Linedata Balance foi criado para integrar, padronizar e auditar dados regulatórios de forma…