Saneamento orientado por dados O saneamento brasileiro atravessa um momento decisivo. Com o avanço do Marco Legal do Saneamento e a expansão das concessões e parcerias público-privadas, o setor passou a receber um volume de investimentos que não era observado há décadas. Bilhões de reais estão sendo direcionados para a ampliação de redes, construção de estações de tratamento e aumento da capacidade de abastecimento. Esse movimento é essencial para o cumprimento das metas de universalização estabelecidas para os próximos anos. No entanto, existe uma questão crítica que ainda recebe pouca atenção. Antes de expandir a infraestrutura, estamos operando bem aquilo que já existe? O custo invisível das perdas O Brasil ainda convive com níveis elevados de perdas de…
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Por que sistemas, sozinhos, não transformam a gestão no saneamento No setor de saneamento, dados nunca foram o problema. A adoção de novas tecnologias no setor de saneamento avançou de forma significativa nos últimos anos. Sensores, telemetria, plataformas digitais, dashboards analíticos e soluções baseadas em dados já fazem parte da rotina de muitas organizações. Ainda assim, os resultados esperados nem sempre se concretizam. Indicadores continuam sendo questionados.Decisões seguem cercadas de incerteza.Problemas estruturais persistem. A razão é menos tecnológica do que parece. Tecnologia, isoladamente, não transforma a gestão. Sem engenharia por trás, ela apenas executa processos, não estrutura decisões. O equívoco da maturidade tecnológica É comum associar modernização à implantação de sistemas mais robustos. A organização amplia a coleta…
Clareza deixou de ser diferencial. Tornou-se exigência regulatória. No setor de saneamento, dados nunca foram o problema. Leituras operacionais, cadastros comerciais, históricos de produção, medições de consumo, registros de manutenção. As organizações acumulam informações há anos — em volumes crescentes e com níveis cada vez maiores de detalhamento. Ainda assim, decisões seguem sendo tomadas com incerteza. Indicadores geram debates intermináveis. Números são questionados. Relatórios coexistem com interpretações conflitantes. O paradoxo é evidente: dados existem em abundância, mas clareza ainda é escassa. Quando dados não viram entendimento Ter dados não significa compreendê-los. Em muitas organizações, a informação está fragmentada em sistemas distintos, atualizada em ritmos diferentes e consolidada com critérios pouco padronizados. Cada área trabalha com suas próprias regras.…
Reduzir perdas de água é um objetivo amplamente compartilhado no saneamento. O que não é tão comum é conseguir explicar, com clareza, por que elas caíram ou por que não. Quando a redução de perdas não é tratada como um processo estruturado de gestão, ela deixa de ser decisão e passa a ser tentativa. Ações são executadas, investimentos são feitos e escolhas são tomadas sem total clareza sobre causas, prioridades e impactos. Quando o resultado aparece, é difícil explicá-lo. Quando não aparece, não se sabe exatamente onde corrigir. Nesse cenário, reduzir perdas deixa de ser gestão e passa a ser aposta. O limite das ações isoladas Setorização, troca de hidrômetros, campanhas comerciais. As iniciativas são conhecidas e, em…
A conquista do Selo de Qualidade e Eficiência Acertar – Categoria A pela Cesama reforça um ponto essencial: resultados de excelência são alcançados quando tecnologia, processos e pessoas trabalham de forma integrada. Para a Linedata, é um orgulho fazer parte dessa história, oferecendo as soluções de gestão que apoiam a companhia em seu compromisso com transparência, confiabilidade e eficiência operacional. O selo, concedido pela Arisb-MG, reconhece a exatidão e a governança das informações enviadas ao Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SINISA). Para chegar à pontuação de 2,97 de um total de 3 pontos, a Cesama passou por auditorias rigorosas que avaliaram desde os procedimentos internos até a capacidade de rastreabilidade e integridade dos dados, considerando a utilização…
A publicação da Resolução ANA nº 275/2025, que estabelece novas diretrizes para a gestão de perdas no saneamento, representa uma mudança estrutural no setor. Não porque introduz apenas metas ou indicadores adicionais, mas porque redefine o que sustenta a tomada de decisão: dados confiáveis, metodologia clara e rastreabilidade completa. Durante muitos anos, a gestão de perdas foi tratada como um resultado final. Um número consolidado, apurado periodicamente, que pouco revelava sobre os critérios utilizados, as decisões tomadas ao longo do caminho ou os riscos assumidos. Com a nova norma, essa lógica se altera de forma significativa. A régua sobe. E o diferencial competitivo deixa de ser apenas “reduzir perdas” para se tornar a capacidade de explicar, sustentar e…