Mês: fevereiro 2026

Clareza deixou de ser diferencial. Tornou-se exigência regulatória. No setor de saneamento, dados nunca foram o problema. Leituras operacionais, cadastros comerciais, históricos de produção, medições de consumo, registros de manutenção. As organizações acumulam informações há anos — em volumes crescentes e com níveis cada vez maiores de detalhamento. Ainda assim, decisões seguem sendo tomadas com incerteza. Indicadores geram debates intermináveis. Números são questionados. Relatórios coexistem com interpretações conflitantes. O paradoxo é evidente: dados existem em abundância, mas clareza ainda é escassa. Quando dados não viram entendimento Ter dados não significa compreendê-los. Em muitas organizações, a informação está fragmentada em sistemas distintos, atualizada em ritmos diferentes e consolidada com critérios pouco padronizados. Cada área trabalha com suas próprias regras.…

Reduzir perdas de água é um objetivo amplamente compartilhado no saneamento. O que não é tão comum é conseguir explicar, com clareza, por que elas caíram ou por que não. Quando a redução de perdas não é tratada como um processo estruturado de gestão, ela deixa de ser decisão e passa a ser tentativa. Ações são executadas, investimentos são feitos e escolhas são tomadas sem total clareza sobre causas, prioridades e impactos. Quando o resultado aparece, é difícil explicá-lo. Quando não aparece, não se sabe exatamente onde corrigir. Nesse cenário, reduzir perdas deixa de ser gestão e passa a ser aposta. O limite das ações isoladas Setorização, troca de hidrômetros, campanhas comerciais. As iniciativas são conhecidas e, em…